CRÍTICAS ESTREIAS

A Múmia: Vai divertir horrores

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Primeira produção do chamado Dark Universe, que ressuscitará nos cinemas os monstros do passado (falamos na edição de Maio, páginas 31,32 e 33), A Múmia tem potencial junto ao público ávido por doses de adrenalina e humor. Sim, você não leu errado. Apesar do gênero fantástico e de horror no DNA, esse primeiro longa da Universal é uma divertida aventura com direito a sustos moderados. Vale lembrar ainda que a sessão aqui analisada foi em uma sala especial, a 4DX (UCI), o que tornou a experiência super legal e diferenciada.

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Nick Morton (Tom Cruise) trabalha para o exército americano, mas sua especialidade é roubar antiguidades para fazer um extra. Em uma de suas “investidas” pelo Oriente Médio, ao lado da pesquisadora Jenny (Annabelle Wallis), ele acaba libertando uma múmia (Sofia Boutella) poderosa e maléfica. Após uma bizarra (e inexplicável) situação de morte iminente, Morton se vê as voltas com uma misteriosa equipe liderada pelo Dr. Jekyll (Russell Crowe), que alega saber como controlar tudo, apesar do incontrolável alter ego Mr. Hyde. Com o mercenário sem certeza sobre mais nada e o poder da tal princesa do passado sobre ele crescendo, a tensão e o humor estão no ar.

russell-crowe-a-mumia-mr-hyde-the-mummy-2017The Mummy (título original) é uma versão feminina do monstro desaparecido desde 2008 (A Múmia: Tumba do Imperador Dragão) e vai ao encontro do tão propalado empoderamento das mulheres. Ao citar (breve e visualmente) seres lendários como Homem-Invisível, Drácula, entre outros, o roteiro escrito pelos experientes e bem sucedidos David Koepp (Homem-Aranha / 2002) e Christopher McQuarrie (Oscar por Os Suspeitos / 1995) não nega o foco no sucesso. A opção por um diretor (Alex Kurtzman) sem vícios no posto, mas fera como produtor (Truque de Mestre) e roteirista (Star Trek) também revela isso. Cruise e elenco de nomes não muito populares estão coesos e a mesma observação vale para a trilha sonora do premiado Brian Tyler (Vingadores: Era de Ultron), temperando as cenas de ação.

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O espectador mais experiente perceberá a pegada à la Indiana Jones, regada a mistério, lendas etc, e que faz uso de licenças criativas sempre “em busca do ritmo não perdido”. E diferente daquele que não hesitaria em se enforcar com uma bandagem pela existência de pontas soltas ao longo da trama, o público menos exigente, que aceita “falhas” e, principalmente, entende que a obra não visa resgatar os clássicos da saudosa Hammer Films da maneira tradicional, vai se deparar com um filme atual. Efeitos especiais bons (aqui turbinados pela sala também especial), ótima caracterização de monstros, uma curiosa (e providencial) presença de zumbis bem legais e ainda um super astro em papel de caráter pra lá de duvidoso. Se não é de arrepiar, ao menos causa espanto.

a-mumia-2017-the-mummy-sofia-boutellaRetiradas eventuais poeiras sobre o projeto, fica cristalina a intenção dos realizadores de trazer entretenimento para a família e a censura baixa, inclusive, não está escondida dentro de nenhum sarcófago. Assim, se não há garantias de que a empreitada dará certo (somente as bilheterias dirão) e que é inegável que eles perseguiram uma fórmula, é seguro dizer, por outro lado, que o resultado está longe de ser ruim. Ainda mais dentro de uma sala com efeitos especiais e com os quais o público vai se divertir horrores. Com trocadilho.

Cotação:

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