CRÍTICAS ESTREIAS

A Noite Devorou o Mundo é apocalíptico diferente

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Se você gosta de drama, aprecia o cinema francês, mas quer distância dos filmes com zumbis, prepare-se (ou não) para um dilema. A Noite Devorou o Mundo foi exibido no recente Festival de Cinema Varilux e entra agora no circuito comercial para os apaixonados pelos comedores de cérebro ou aqueles que preferem botar o cérebro para trabalhar. Será?

a-noite-devorou-o-mundo-2018Sam (Anders Danielsen Lie) aparece de surpresa na casa de sua ex para pegar sua coleção de fitas cassete, mas o lugar estava dominado por seres festivos e a diversão rolou até altas horas. Trancado em um quarto, ele acaba dormindo e, no dia seguinte, descobre que Paris foi assolada por uma espécie de apocalipse zumbi. Literalmente sozinho no prédio e, visivelmente, na cidade, ele prepara um esquema de sobrevivência para se manter são em meio aquela loucura.

a-noite-devorou-o-mundo-2018Além das citadas fitas K7 (retrô, né?), a música marca presença de variadas formas no longa,  inclusive, com a participação da bela atriz iraniana Golshifteh Farahani. Adaptado do livro homônimo do francês Pit Agarmen, anagrama do escritor Martin Page (best seller “Como Me Tornei Estúpido”), La nuit a dévoré le monde (título original) segue a linha do autor de misturar humor e desespero. Estreia na direção do curtametragista Dominic Rocher, a produção é modesta, mas caprichada e a atmosfera sinistra vem de boas imagens, aliadas a um bom trabalho de maquiagem e efeitos visuais. A Noite Devorou o Mundo tem ação, mas é um ensaio sobre a solidão e, como tal, soará monótono em vários momentos. É um apocalíptico diferente.

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