CRÍTICAS ESTREIAS

Acrimônia não é “doce” filme de vingança

Filmes de suspense costumam exercer uma certa atração no público, interessado em momentos de tensão e numa história envolvente. Acrimônia marca o retorno de um cineasta ao gênero, apesar de seu forte histórico na comédia, e o resultado é assustador, mas não no melhor dos sentidos.

Mulher apaixonada (Taraji P. Henson) dedica boa parte de sua vida a apoiar um projeto de seu marido, obcecado pela ideia de uma bateria revolucionária. Devido a um passado distante de infidelidade de seu amado, ela passa a acreditar que está novamente sendo traída e decide transformar a vida dele num inferno. Mas o mundo dá voltas e ela descobre isso da pior maneira possível.

acrimonia-tyler-perry-taraji-p-henson-2018-1Com uma estrutura narrativa construída, quase que totalmente, por flashbacks  narrados pela protagonista, a trama não evolui. Ameaça um mergulho na tensão, por mais de uma vez, mas as interpretações forçadas, os diálogos fracos e um roteiro cheio de facilidades podem até provocar risos. No elenco de desconhecidos, Taraji, que é conhecida por boas atuações e até uma indicação ao Oscar (O Curioso Caso de Benjamin Button – 2008), está irreconhecível. Seu personagem raivoso chega a dar raiva, perdendo os traços de psicopatia em meio a muitas caras, bocas e uma démodé fumaça de cigarro.

acrimonia-tyler-perry-taraji-p-henson-2018-1Conhecido autor de peças e produções cômicas, o diretor Tyler Perry tem público cativo e fez fama com a série de filmes de Madea e seu papel feminino, como Boo 2! O Halloween de Madea (2017). Isso, não entanto, não evitou  as diversas indicações e conquistas do Troféu Framboesa de Ouro. E se saída da zona de conforto, geralmente, significa motivo elogios, no caso de Perry o efeito foi o contrário. Segunda incursão dele no thriller, depois de Relação em Risco (2013), Acrimônia não se define, não é aquele “doce” filme de vingança vendido no trailer, tenta ser provocativo, e o resultado final é “azedo”.

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