CRÍTICAS ESTREIAS

Alien – Covenant: Déjà Vu sim, mas e daí?

Se o cantor Paul McCartney tivesse uma versão cineasta, provavelmente seria Ridley Scott. O ex-Beatle é reverenciado até hoje mais pelas glórias passadas do que necessariamente pelos trabalhos recentes. Não que isso seja algo ruim, é bom deixar claro. Se você vai a algum de seus shows, quer mesmo é ouvir as velhas canções que marcaram época. Com Scott acontece o mesmo. Ninguém duvida que ele seja um dos melhores diretores em atividade, mas sempre que tenta algo novo, parte do público não aceita muito bem. Foi o que aconteceu com Prometheus, que revisitava o universo de Alien, mas procurava trilhar um caminho diferente.

Em Alien: Covenant, ele desencanou de vez e fez uma espécie de “homenagem” aos dois primeiros filmes da série. Se você procura novidade, esqueça. A história é aquela que todos sabem de cor e salteado. Um grupo de astronautas de uma missão de colonização esbarra em um planeta desconhecido e, esquecendo qualquer protocolo de segurança e o bom senso, resolve conferir o lugar. Quase no espírito do “Se tem oxigênio, tudo tranquilo!”.

A bem da verdade é que o público quer mesmo é ver os velhos Aliens em ação, e Scott não decepciona. Tudo tem um tom nostálgico, do visual ao clima de suspense. Quem não convence muito é Katherine Waterston (de Animais Fantásticos e Onde Habitam), que faz uma personagem obviamente criada nos moldes da Ripley de Sigourney Weaver. Ela parece deslocada, e sem empatia com o resto do elenco.

Michael Fassbender (visto recentemente em Assassin’s Creed), por outro lado, mostra competência no papel do androide Walter (uma versão atualizada do antecessor, David). Quem também surpreende é o ator Danny McBride. Mais conhecido pelos papéis cômicos ao lado do parceiro Seth Rogen (como em Segurando as Pontas e É o Fim), ele não faz feio com um personagem bem mais sério que o habitual.  É um déjà vu sim, mas divertidíssimo.

Cotação: ****

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