CRÍTICAS ESTREIAS

Anna Karenina: Pelo olhar do amado Vronsky

Keira Knightley, Sophie Marceau, Vivien Leigh e até Greta Garbo estão entre estrelas que interpretaram a trágica Anna Karenina nas dezenas de adaptações do clássico romance de Leon Tolstoi para o cinema e a TV. Assim como Madame Bovary, da obra de Gustav Flaubert, essa é outra personagem literária que não se esgota.  A nova versão tem um plus.

Karenina: A História de Vronsky é dirigido pelo russo Karen Shakhnazarov, que veio ao Brasil para o lançamento. Ele se baseia não só em Tolstoi, mas no livro Notas de um Médico sobre a Guerra Russo-Japonesa, de Vikenty Veresaev. A trama parte do encontro entre o médico Sergei Karenin, filho de Anna, e Vronsky, logo após o término de uma das batalhas da Guerra Russo-Japonesa, no início do século 20.

No hospital militar de um vilarejo na Manchúria, Karenin descobre entre os feridos o homem pelo qual sua mãe abriu mão de tudo, inclusive dele. O médico pede ao conde que  lhe conte sobre Anna, na tentativa de compreender seu ato final. É um ponto de vista original e os 30 anos que separam presente e passado rendem um retrato mais lúcido, e de certa forma saudoso, do escândalo provocado pelo affair.

As filmagens do longa foram realizadas simultaneamente às da minissérie Anna Karenina, também dirigida por Shakhnazarov e exibida no canal estatal Rússia-1. A produção é de primeira, um luxo, e o elenco é diferenciado. Elizaveta Boyarskaya é um assombro de linda e o Vronsky de Maxim Matveyev arranca suspiros – eles são casados na vida real. 

Detalhe: Talvez por ser em russo, há uma potência feroz na voz da atriz, um ardor e um desespero que faz a Anna de Keira Knightley parecer uma princesa da Disney. 

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