CRÍTICAS ESTREIAS

Antes Que Eu Vá e Um Homem de Família: Faça a coisa certa

Duas estreias desta semana têm a mesma mensagem central: faça a coisa certa. No caso dos protagonistas de Antes Que Eu Vá e Um Homem de Família, a questão é de vida e morte. Ambos os filmes são açucarados além da conta, mas ainda assim envolventes. Confira as críticas.

ANTES QUE EU VÁ

A conscientização deflagrada pela incisiva abordagem dos efeitos do bullying na série da Netflix 13 Reasons Why ganha adeptos em novos filmes sobre os desafios da adolescência. Baseado no livro de Lauren Oliver, Antes que Eu Vá lança mão do mesmo recurso de curva temporal explorado na comédia romântica Feitiço do Tempo e na ficção científica No Limite do Amanhã. Depois de um acidente de automóvel, a protagonista revive um mesmo dia até descobrir a razão por estar presa no tempo.

A cineasta Ry Russo-Young disse que seu filme é um cruzamento entre Meninas Malvadas e Donnie Darko. Faz sentido. Samantha (Zoey Deucth) é do grupinho popular da escola e destrata os que não se encaixam em seu padrão. Entre os excluídos estão Kent (Logan Miller), que é apaixonado por Samantha, e Juliet (Elena Kampouris), a garota esquisita que se mantém isolada de todos. O drama é adocicado, mas deixa o espectador ligado até a solução do mistério. Na Comic Con Experience realizada em Olinda este ano, o elenco de 13 Reasons Why ressaltou que a série pode fazer com que os fãs reflitam sobre as consequências de suas ações e evitem tragédias como o suicídio. Antes Que Eu Vá reforça essa ideia.

Cotação: ***

UM HOMEM DE FAMÍLIA

Há um filme com esse mesmo título lançado em 2000, com Nicolas Cage na pele de um executivo bem-sucedido que, por um toque de magia, experimenta como seria sua vida se tivesse casado com a namoradinha de escola. Muito antes, em 1946, o diretor Frank Capra encantou o mundo (e levou cinco Oscar) com A Felicidade Não Se Compra, que tinha James Stewart como o empresário em crise que, com a ajuda de um anjo, descobre como seria a realidade se ele não tivesse existido.

A estreia Um Homem de Família sorve dessa mesma essência e volta a contrapor o mundo corporativo com as relações sociais. Dessa vez, porém, com uma trama fincada na realidade. Gerard Butler interpreta um headhunter ambicioso que compete com uma colega igualmente talentosa (Alison Brie) pela na cadeira do chefe (Willem Dafoe), que vai se aposentar. Embora seja um marido apaixonado e pai de dois filhos, o protagonista respira trabalho.

O que entra em choque aqui é o homem de família e o homem de negócios, e se o protagonista é falho no convívio caseiro, na esfera profissional lhe falta escrúpulo e humanidade. Só que ele vai ter de rever suas prioridades, ou melhor, rever toda a sua vida, quando seu filho apresenta um grave problema de saúde. É melodrama previsível, mas bem realizado.

Cotação: **1/2

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