CRÍTICAS ESTREIAS

Barreiras reúne Isabelle Huppert e a filha, Lolita Chammah

Candidato de Luxemburgo ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Barreiras é um drama familiar sobre mulheres e realizado por uma equipe majoritariamente feminina. Desde a direção, de Laura Schroeder, o roteiro, coescrito pela diretora em parceria com Marie Nimier, e a fotografia, assinada por Hélène Louvart (Pina). Para o público, o maior atrativo é reunir novamente nas telas a consagrada Isabelle Huppert e sua filha, Lolita Chammah. Assim como em Copacabana, de Marc Fitoussi, elas interpretam mãe e filha em crise na relação.

O distanciamento inspira inclusive o título em português, Barreiras. Depois de dez anos afastada, Catherine (Lolita) reaparece e quer se reaproximar da filha, Alba (Themis Pauwels), criada desde pequena pela avó Elisabeth (Isabelle). Claro que a princípio a garota refuta qualquer contato com a mãe que a abandonou, mas por fim concorda em passar um dia junto. Só que Catherine tem outros planos…

Não dá para chamar o que ela faz propriamente de sequestro, mas quase. Em uma tentativa de alongar o contato, Catherine leva Alba para o chalé da família nas montanhas. Isabelle tem papel coadjuvante como a avô, mas sua presença é constante, seja em telefonemas ou na própria influência que ela exerceu sobre a neta por toda a vida.

A educação rígida é sentida nos treinos de tênis da menina, que também marcaram a infância de Catherine. Não fica claro o motivo do rompimento, mas o que importa é que essa mãe quer recuperar o tempo perdido, mesmo que ela própria não tenha domado seus demônios internos. A narrativa é minimalista, focada nas três personagens e amparada por diálogos e imagens sóbrios e delicados. Não tem apelo suficiente para concorrer ao Oscar, mas merece a ida ao cinema.

 

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