CRÍTICAS ESTREIAS

Baywatch: Rir para não chorar

Será que os produtores de Baywatch pensaram por algum momento que a adaptação da popular série de TV dos anos 90 pudesse se tornar uma franquia cinematográfica? Se deu certo com Anjos da Lei, por que não daria com a versão do seriado aqui conhecido como S.O.S. Malibu? Chamaram Dwayne Johnson para assumir o papel que deu fama a David Hasselfoff, escalaram Zac Efron para ser o colírio da vez, sem falar nas beldades peitudas que completam o time de salva-vidas e fazem a festa dos garotos.

Quem assistia à série sabe que era uma podreira divertida, com tramas policiais sofríveis e um elenco longe de ser talentoso. Mas essa era a graça. A versão para o cinema, porém, ultrapassa o limite do aceitável. A vilã é uma mulher “botoxada” que planeja dominar o mercado imobiliário de uma fictícia cidade praiana na Flórida. Dwayne Johnson é o chefe da equipe de salva-vidas, que acaba de abrir concurso para novatos.

Em uma clara alusão ao  nadador e medalista olímpico Ryan Lochte, que caiu em desgraça com o caso policial durante a Rio 2016, Efron faz um campeão do nado que precisa entrar no grupo para cumprir sentença. As provocações de Dwayne Johnson, com apelidos que vão de Bieber a New Kids on the Block, até arrancam risadas. Já a investigação que envolve tráfico de drogas e compra de imóveis rende cenas de ação horrorosas, com efeitos especiais risíveis.

O diretor Seth Gordon é o mesmo de Quero Matar Meu Chefe, que é bem engraçado, mas desta vez não consegue salvar o roteiro chinfrim e nem acerta o timing cômico. Tem um coadjuvante gorducho, que parece o comediante Ceará, que protagoniza as cenas mais constrangedoras. Nós já rimos muito com o humor grotesco de filmes como Quem Vai Ficar Com Mary? e American Pie, mas aqui tudo cheira a cópia mal feita.

A crítica caiu matando e a bilheteria alcançou os US$ 100 milhões com esforço. Não poderia ser diferente.

Cotação: 

 

Publicidade

Deixe o seu Comentário