CRÍTICAS ESTREIAS

Black Sabbath The End of The End: Show de documentário

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Em tempos de Rock in Rio deixando o Brasil e Lollapalooza chegando, não deixa de ser oportuna a possibilidade de assistir um documentário sobre uma das maiores bandas de rock pesado de todos os tempos. Black Sabbath The End of The End será exibido somente no dia 28 de setembro em vários cinemas brasileiros, simultaneamente, com milhares de outras salas mundo afora e, olha, é bem interessante. Dirigido pelo experiente Dick Carruthers, que já trabalhou com artistas de outros gêneros musicais, The End começa com uma emblemática observação de que o heavy metal não poderia ter sido forjado em lugar melhor, brincando com Birmingham, histórica cidade que produziu espadas, canhões, entre outros artefatos metalúrgicos, e foi palco deste último show.

black-sabbath-the-end-of-the-end-2017-4A escolha da cidade natal da banda para encerrar a turnê e a carreira não foi por acaso, como os próprios artistas explicam, assim como a escolha da climática “Black Sabbath” para a abertura. Além dela, clássicos como “Iron Man”, “Paranoid”, “N.I.B.”, “Children of The Grave” e “War Pigs”, entre outros, serão deliciosamente ouvidos ao longo de 124 minutos, boa parte deles registrado em 4 de fevereiro de 2017, dia do último show. Mas diferente de outros filmes-concerto que vêm sendo exibidos em salas de cinema, Black Sabbath The End of The End é um documentário e, portanto, mescla músicas e depoimentos, que podem entrar no meio das músicas (somente) em off ou com vídeo também.

black-sabbath-the-end-of-the-end-2017-4São vários momentos sensacionais de Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler em ação ou não, e a edição do também experiente Tim Woolcott (Vertigo 2005: U2 Live from Chicago) soube tirar proveito disso, explorando super-closes nos lendários dedos defeituosos do guitarrista (imagem acima) e na troca de olhares entre eles. O ponto fora da curva foi o uso de longos extras (é avisado no início) ao final do doc. Eles são bons, mas soam descolados da obra e quebram o ritmo. Entre as curiosidades, a banda fala da origem do nome, de algumas músicas, das provocações de Ozzy no palco, da fama de satânicos, dos excessos, da doença de Butler durante o 13º disco, entre outras passagens até engraçadas como quando falam do golpe do empresário. Nessa hora, Ozzy comete um “sincericídio” ao dizer que foi até bom, pois poderiam não ter sobrevivido se tivessem ganhado mais dinheiro.

black-sabbath-the-end-of-the-end-2017-4Triste, porém, é a pegada chapa-branca em pontos polêmicos como a traumática demissão de Ozzy (acima) no passado e a ausência do baterista Bill Ward nessa despedida de agora, comentada de maneira superficial e nada elucidativa. Como era de se esperar, Osbourne fala bastante, mas Tony e Geezer também têm muita voz, e é bacana vê-los falando do passado e tocando em um estúdio, longe dos holofotes, músicas do começo da carreira. É bom ressaltar que não serão ouvidas canções da fase sem Ozzy. Dá para entender, mas também lamentar, pois não citar Ronnie James Dio (1942-2010), que deu sobrevida à banda logo após a saída de Ozzy soou deselegante. Além das belas imagens, o som é incrível e se visto em salas como a X-Plus do UCI, que conta com o sistema Dolby Atmos, deve melhorar ainda mais o clima de adeus nesse show de documentário.

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2 Comentário

  • Estive na Exibição no Shopping Santa Cruz/SP e foi Fantástico!! Lançamento em DVD previsto para Novembro.

    • Legal, Eduardo! Bom demais saber que também gostou. Valeu pela participação e volte sempre que quiser. d(-_-)b

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