CRÍTICAS ESTREIAS

Blade Runner 2049: Sequência digna para o clássico

Denis Villeneuve é um cineasta que, de maneira geral, costuma agradar mais os críticos do que o público. Sem querer desmerecer seu trabalho, o fato é que existe uma tendência de supervalorizar sua filmografia, que inclui A Chegada e Sicario: Terra de Ninguém. Com Blade Runner 2049, pode-se dizer que Villeneuve conseguiu o melhor dos dois mundos. Fez uma sequência digna e respeitosa do clássico de Ridley Scott e, ao mesmo tempo, se sai bem ao explorar o complexo terreno filosófico da ficção científica. O resultado é uma produção de roteiro bem amarrado que enche os olhos e – apesar da duração exagerada (tem nada menos que 2 horas e 40 minutos) – vale o quanto pesa.

Difícil mesmo é falar da trama de Blade Runner 2049 sem cair nas armadilhas dos “spoilers”. Quanto menos você souber, melhor… Basta dizer que a história se passa 30 anos após os acontecimentos do filme original, e que Ryan Gosling interpreta um caçador de androides que descobre pistas de algo que pode mudar a trajetória da humanidade. As surpresas já começam logo nos primeiros minutos de exibição. Mas lembre-se, não é um filme de ação. O ritmo, meio arrastado em determinados momentos, segue o padrão do original. Então é bom prestar atenção nos pequenos detalhes para não perder o fio da meada.

A intenção de Villeneuve sempre foi de fazer uma continuação direta do primeiro. Ou seja, o futuro mostrado na sequência tem cara da ficção científica dos anos 80. A trilha sonora de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch (que substituíram Jóhann Jóhannsson na última hora) com base no original de Vangelis, é uma verdadeira viagem nostálgica – assim como todo o design de produção.

Com um ótimo elenco (com destaque para a holandesa Sylvia Hoeks que, assim como o conterrâneo Rutger Hauer fez no original, aparece pouco e rouba a cena),  Blade Runner 2049 cumpre o que promete. E ainda tem como bônus a participação de Harrison Ford, repetindo o papel de Rick Deckard, que aparece pouco, mas tem participação fundamental. Vale a pena conferir!

 

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