CRÍTICAS ESTREIAS

Borg vs McEnroe: O gelo e o fogo das quadras

Em 2013, Ron Howard dirigiu Rush: No Limite da Emoção, um filmaço sobre a rivalidade de James Hunt e Niki Lauda (Chris Hemsworth e Daniel Brühl) no universo de Fórmula 1 na década de 70. Nessa produção sueca que abriu o Festival de Toronto deste ano, a disputa é nas quadras de tênis e o foco do cineasta Janus Metz é a lendária partida entre os tenistas Björn Borg e John McEnroe na final do torneio de Wimbledon, em 1980. Assim como no filme de Howard, o escopo se abre para um instigante estudo de duas personalidades dissonantes, mas nem tanto.

Os verdadeiros Borg e McEnroe em Wimbledon, 1980

O sueco Borg (Sverrir Gudnason) ganha mais tempo em cena. Aos 24 anos, estava perto de fazer história e se tornar vencedor de Wimbledon cinco vezes seguidas. Bonito e assediado pelas fãs, era um gentleman e sua frieza na quadra lhe rendeu o apelido de “Iceborg”. O oponente norte-americano, por outro lado, era “o” bad boy: temperamental, xingava juízes, público, quebrava raquetes e tinha acessos de fúria – quem melhor para o papel do que o sempre encrencado Shia LaBeouf?

É verdade que as cenas nas pistas de Rush são mais engenhosas, mas as tacadas aqui são vibrantes. O que torna ambos os filmes relevantes, porém, é o que acontece nos bastidores. A relação de Borg com o técnico (Stellan Skarsgård) e de McEnroe com a família rende flashbacks reveladores sobre a magnitude da pressão que esses esportistas enfrentam na subida ao topo.

 

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