CRÍTICAS ESTREIAS

Bumblebee: Carregado de bons sentimentos.

Os refugiados continuam chegando e trazendo seus problemas para as nossas terras. Primeiro veio o Superman, órfão de seu planeta destruído, depois vieram a nós outros tantos perseguidos, cansados e pobres. Agora é a vez de um Fusca, ou melhor, de um Autobot (ser mecânico natural do planeta Cybertron para os não-iniciados), que busca um lugar onde os mocinhos, capazes de se transformar em carros, possam se reagrupar para enfrentar seus inimigos, os Decepticons, capazes de se transformarem em aviões e outras máquinas voadoras.

Baseado numa linha de brinquedos da Hasbro direcionada ao público infantil masculino, Bumblebee é, ironicamente, dominado por mulheres. No roteiro, escrito por Christina Hodson (Paixão Obsessiva), o soldado Autobot B127 chega à Terra, onde é encontrado por Charlie (Hailee Steinfeld), uma adolescente que tem na mecânica sua conexão com o pai falecido, e é perseguido por Shatter, uma Decepticon dublada por Angela Bassett.

Revelada ao grande público em Bravura Indômita, Hailee Steinfeld vai além de estar na tela para atender à demanda por representatividade, e carrega o filme como a garota que se sente perdida desde a morte do pai enquanto a mãe e o irmão seguem em frente. Sua conexão com o Autobot é a mesma de Eliott e o alienígena em E.T. – O Extraterrestre, e forma o centro da história, com ambos evoluindo e encontrando seu caminho graças ao apoio mútuo.

O que não quer dizer que faltam cenas de ação. Começando com uma batalha em Cybertron, e passando por vários confrontos com e sem a participação de militares da Terra, Bumblebee é um filme dos Transformers. Só não segue a cartilha do excesso de pancadaria e uma multidão de robôs dos longas anteriores, preferindo uma rota mais coesa na história e contida na destruição.

Ambientado nos anos 80, é diversão cercada de trilha sonora e objetos da época perfeitos para um toque de nostalgia em quem brincou com os robôs que se transformam em carrinhos, aviões e helicópteros. E como foi produzido para ser um prólogo para os filmes anteriores, nada impede que recomece a franquia com o tom acertado que encontrou.

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