CRÍTICAS ESTREIAS

A Cabana: Sessão de terapia com Deus

Tem gente fazendo comparações de A Cabana com o nacional Nosso Lar. Pode parar. Filmes religiosos existem aos montes, e realmente há uma nova safra de produções norte-americanas do gênero, com títulos como O Céu é de Verdade e Milagres do Paraíso. Mas A Cabana ganhou as telas por ser a adaptação de um fenômeno literário.

Lançado em 2007 nos Estados Unidos, o romance de William P. Young já vendeu mais de 20 milhões de exemplares. Conta a história de Mack (Sam Worthington) e sua incapacidade de superar a perda da filha pequena, raptada durante um acampamento de fim de semana e nunca encontrada. Sinais de que ela teria sido violentada e morta são achados em uma cabana nas montanhas.

É nessa mesma cabana que, três anos depois, Mack tem um encontro com a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que o recebem em suas formas humanas – Octavia Spencer dá corpo a Deus. Quem nunca se sentiu desamparado, querendo colo? E que incrível seria fazer uma sessão de terapia literalmente divina?

É autoajuda, sim, mas o filme aborda temas, lança ideias e faz argumentos sobre temas que não tocam só quem é religioso. O perdão, a culpa, o ressentimento, a raiva, o ódio e, acima de tudo, o amor estão em debate. A Cabana pode ter seus momentos piegas, mas é um filme reconfortante. Em tempo: Alice Braga aparece como a Sabedoria.

Cotação: ***

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