CRÍTICAS ESTREIAS

Como É Cruel Viver Assim: Comédia de erros à brasileira

A diretora Julia Rezende tem se dedicado a comédias com claro objetivo de bilheterias, como Um Namorado para Minha Mulher (2016) e a franquia Meu Passado Me Condena (2013-2015). Entre esses trabalhos, apresentou o drama com aspirações mais autorais Ponte Aérea (2015). Agora traz à tela mais uma comédia, mas com um ritmo diferente de suas outras vivências no gênero.

Os encantos de Como É Cruel Viver Assim começam pelos personagens, uma coleção de figuras frustradas e risíveis. Vladimir (Marcelo Valle, de O Vendedor de Passados) é um taxista desempregado, que irá se juntar com a noiva (Fabiula Nascimento, de Operações Especiais) e outros conhecidos para realizar um sequestro e resolver seus problemas financeiros.

Como em Quero Matar Meu Chefe (2011), o grupo não tem qualquer experiência no mundo do crime, o que é explorado no filme com humor. Em uma comédia de erros de diálogos ágeis, em alguns momentos temos vislumbres que se aproximam da obra dos irmãos Cohen (Ave, César!).

Outro atrativo para Como é Cruel… são as participações especiais. Atores de renome, na comédia ou não, fazem pequenas pontas bem encaixadas no roteiro. Elas são resultado das boas relações da produtora Mariza Leão (Um Tio quase Perfeito) no meio artístico, mas não sobram no enredo e ainda geram boas piadas.

É compreensível que Rezende continue a realizar filmes mais popularescos, mas é extremamente saudável (para ela como artista, e para nós como público) que ela dê respiros expressivos, como apresentado nessa produção.

 

 

 

Publicidade

Deixe o seu Comentário