CRÍTICAS ESTREIAS

Correndo Atrás de Um Pai: Humor de gosto duvidoso

Owen Wilson (Extraordinário) e Ed Helms (Se Beber, Não Case!) são irmãos gêmeos, mas as diferenças vão muito além do físico. O primeiro, Kyle, é um solteirão bon-vivant extrovertido e otimista, que ficou milionário por pura sorte. O outro, Peter, é divorciado, tímido e solitário, pai de um garoto que não lhe dá a mínima.

No dia do casamento da mãe solteira (Glenn Close), eles descobrem que ela mentira sobre o homem que tinham como pai – e consideravam morto. “Eram os anos 70”, ela justifica, e então revela o nome do pai verdadeiro. Os gêmeos caem então na estrada rumo à Miami, onde ele viveria, só que o longo currículo amoroso da mãe adiciona outros possíveis progenitores à lista.

Correndo Atrás de Um Pai é a estreia como cineasta do diretor de fotografia Lawrence Sher (Se Beber, Não Case! e O Ditador) e digamos que sutileza não é seu forte. Wilson e Helms são bem engraçados, mas o humor aqui aposta principalmente em piadas escatológicas acerca do agitado passado da mãe dos protagonistas.

Nada contra humor adulto, muito pelo contrário, mas a tecla é sempre a mesma. Aí cansa. A ritmo é de road movie e o riso fica por conta das figuras que surgem pelo caminho. Destaque para o atendente do hotel, que fala baixinho, e o sujeito a quem dão carona na reta final. Mas é só, e é pouco.

 

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