CRÍTICAS ESTREIAS

Culpa: Disque T para tensão

Era para ser apenas mais um turno na central de emergência de Copenhague, mas quando o policial Asger Holm (o preciso Jakob Cedergren) atende a ligação de uma mulher que lhe pede socorro, disfarçadamente, por estar na companhia de um homem, o protagonista e o público passam por horas/minutos de tensão.

Lembrando o thriller Por um Fio (2002), pelo fato de sua trama ser estruturada apenas nos telefonemas que o atendente faz ou recebe após o ocorrido, o eficiente primeiro longa-metragem de Gustav Möller se diferencia deste ao colocar o perigo não em fatores externos, mas na psique do personagem.

Ele se encontra na véspera de um julgamento, cujo panorama aos poucos vai sendo desvelado pela narrativa, em um crescente que recorda o excelente drama francês Custódia (2017), porém, tendo a imaginação do espectador como ferramenta para alimentar este suspense que culmina em um clímax arrebatador.

Mais um exemplar do ótimo cinema escandinavo, o filme, que ganhou os prêmios da audiência dos festivais de Sundance e Roterdã, é o pré-indicado da Dinamarca no Oscar e lida, direta ou indiretamente, com questões regionais e universais pertinentes como imigração, violência doméstica e saúde mental.

****1/2

 

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