CRÍTICAS ESTREIAS

A Cura: perturbador, apesar do excesso de reviravoltas

Desde 2003, Gore Verbinski virou uma espécie de parceiro inseparável de Johnny Depp. Além dos três primeiros Piratas do Caribe, ele dirigiu a animação vencedora do Oscar Rango (que contava com o astro dublando o personagem principal) e também o esquecível O Cavaleiro Solitário. Estava mais do que na hora do cineasta procurar algo diferente para fazer. Em A Cura, Verbinski  retorna ao gênero do suspense que o tornou famoso. Depois de tanta badalação ao redor do capitão Jack Sparrow, quase ninguém se lembra que ele foi responsável por O Chamado – a bem-sucedida adaptação americana do terror japonês.

Na trama, Dane DeHaan (revelado em Poder Sem Limites) interpreta um ambicioso executivo que é enviado para uma isolada clínica localizada nos Alpes Suíços, com a missão de buscar o presidente da empresa em que trabalha. Chegando lá, passa a desconfiar do estranho comportamento dos pacientes e dos funcionários.

Verbinski conduz bem a história, capricha no clima de suspense e também tira proveito do bom elenco: com destaque para DeHaan (que lembra um pouco um jovem Leonardo DiCaprio) e também Mia Goth (Evereste), que vive uma garota misteriosa que perambula pelo lugar. Os furos no roteiro até que são perdoáveis, mas o que incomoda é o desfecho “hollywoodiano” demais. Não há sustos, e sim um clima perturbador que cativa o espectador na maior parte do tempo. Mesmo com o excesso de reviravoltas, funciona. Só precisava de um pouco mais de ousadia.

Cotação: ***

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