CRÍTICAS ESTREIAS

Desobediência: Pela liberdade de amar

Em 2013, o cineasta tunisiano Abdellatif Kechiche provocou polêmica e ganhou muitos prêmios com o amor lésbico de Azul é a Cor Mais Quente, adaptado dos quadrinhos de Julie Maroh. Hollywood entrou na dança em 2015, com o elegante Carol, estrelado por Cate Blanchett e Rooney Mara.

Enquanto o furor da descoberta do amor deu o tom à produção europeia, a emoção era contida no também premiado filme de Todd Haynes. Mas no quesito erotismo, nenhum deles alcança a ousada sequência de sexo em Desobediência, o primeiro filme em língua inglesa do chileno Sebastián Lelio.

Lelio conduz com maestria suas personagens. Foi assim com Gloria, que rendeu o Urso de Prata em Berlim para a atriz Paulina García, e o vencedor do Oscar de filme estrangeiro Uma Mulher Fantástica, que laureou a transgênero Daniela Vega em festivais mundo afora.

Em Desobediência, brilham Rachel Weisz e Rachel McAdams (essa principalmente). A primeira é Roni, fotógrafa londrina que retorna à comunidade de judeus ortodoxos da qual seu pai recém-falecido era rabino. Ali ela reencontra Esti, o motivo de seu exílio involuntário, agora casada com Dovit (Alessandro Nivola), que deve assumir como novo rabino.

A paixão proibida entre as duas explode novamente. É curioso como a relação sexual não é o motor da trama, mas sim a restrição da liberdade pela ortodoxia. É nesse ponto que o filme se torna atemporal e universal.

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