CRÍTICAS ESTREIAS

Duas de mim: Clone descontrolada

São incontáveis as vezes em que desejei ter clones de mim mesma ao me ver incapaz de dar conta de todas as tarefas diárias. Hollywood já tirou proveito dessa ideia. Na comédia Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias (1996), por exemplo, Michael Keaton ganhou diversos clones e penou para controlar suas outras versões.

Duas de Mim parte do mesmo princípio. O filme marca uma estreia dupla: é o primeiro longa-metragem da diretora de TV Cininha de Paula e a primeira protagonista de Thalita Carauta, que roubou a cena em S.O.S. – Mulheres ao Mar (2014). Mas vale aqui destacar o enxuto roteiro de Carolina Castro (Linda de Morrer) e L.G. Bayão (Ponte Aérea), que trabalha bem os clichês e não exagera na caricatura.

A protagonista é Suryellen, que se desdobra, mas não consegue fazer tudo o que precisa nas 24 horas do dia. Cozinheira de mão cheia, sempre sonhou ser chef, mas vende quentinhas de manhã e lava pratos em um restaurante chique. Mãe solteira de um adolescente, ela vive no subúrbio carioca com o filho, a mãe aposentada e a irmã folgada.

Suryellen é incentivada a se inscrever em um reality gastronômico, mas não encontra tempo para participar. Até que uma senhora suspeita lhe oferece um pedaço de bolo e lhe concede um desejo. Claro que ela escolhe ter uma cópia. Tudo começa bem, até que a Suryellen 2 revela ter personalidade oposta à original. É divertido e no fim reconsiderei a vontade de ter duas de mim.

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