CRÍTICAS ESTREIAS

Dupla Explosiva: Divertida corrida contra o tempo

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Repetir fórmulas que deram certo é uma das principais críticas que o cinema americano vem recebendo nos últimos anos. E não sem razão, como comprovam as muitas e cansativas sequências e produções milionárias com heróis dos quadrinhos. Por outro lado, seja você um crítico ferrenho dessa indústria ou não, é inegável que (até mesmo) algumas repetições podem dar certo e essa percepção vai variar de acordo com o seu nível de exigência. Dupla Explosiva investe naquela fórmula muito usada em filmes policiais, de parceiros cheios de contrastes.

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Michael (Ryan Reynolds) é um guarda-costas super eficiente, famoso, mas bastou uma falha para a bem sucedida carreira ir por água abaixo. Para sua sorte, surge um novo trabalho: ele tem 24 horas para proteger e levar, de Londres para Holanda, uma testemunha de crimes de guerra (Samuel L. Jackson), cometidos por um ditador (Gary Oldman) do Leste Europeu. O único detalhe é que esse novo cliente é um competente assassino de aluguel, com quem ele já teve sérias desavenças no passado, e o tal acusado não vai medir esforços para eliminá-lo.

ryan-reynolds-samuel-l-jackson-dupla-explosiva-2017-4Segundo roteiro de Tom O’Connor, do regular Fogo Contra Fogo (2012), The Hitman’s Bodyguard (título original) pode não primar pela novidade, mas a ideia de colocar a lei e o fora da lei no mesmo time sustentou bem essa trama escorada no humor e em atores com talento para o deboche. Primeiro trabalho deles em cena, a dupla mostrou a tão falada boa química com diálogos divertidos e Jackson, aliás, parece se divertir mesmo. Seu personagem não só solta o verbo, mas cospe palavrões por minuto, assim como seu par romântico (Salma Hayek), rendendo bons momentos.

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Salma Hayek e Samuel L. Jackson, em Dupla Explosiva (2017)

Escalado por Stallone para conduzir Os Mercenários 3 (2014) e um orçamento de US$ 90 milhões, Patrick Hughes dirige esse terceiro longa com um terço dessa montanha de dinheiro e entrega cenas de ação interessantes e bem produzidas. Rodado em Londres, Bulgária e Holanda, Dupla Explosiva tem uma boa trilha sonora (faz rir quando toca o clássico mela-cueca “Hello”, de Lionel Ritchie) e será acusado, com razão, de abusar de clichês. Mas uma invenção mal feita incomoda mais do que um clichê bem reutilizado, como acontece aqui nessa divertida corrida de obstáculos contra o tempo que flerta, sem mensagens ou poesia, com os road movies. E aí, vai embarcar?

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