CRÍTICAS ESTREIAS

Emoji – O Filme: diversão descartável para uma juventude perdida

Falar mal de Emoji: O Filme é fácil. Claro que a animação tem defeitos, mas cumpre razoavelmente bem o papel de passatempo sem compromisso (principalmente para os mais jovens). O problema é que toda a trama – centrada nos famosos ícones utilizados em mensagens de textos de celulares – não é algo necessariamente tão amplo para ser explorado. Ou seja, depois de alguns minutos de exibição, a brincadeira perde um pouco a graça.

Gene (dublado no original pelo comediante T.J. Miller, de Deadpool) é um emoji de “indiferença” que vive na cidade de Textópolis – que fica dentro do celular do garoto Alex (Jake T. Austin). Acontece que, ao invés de fazer apenas a cara designada, ele expressa as mais diferentes emoções. E justo na hora em que precisa entrar em ação, faz uma cara totalmente bizarra. Considerado defeituoso, ele passa a ser perseguido. Com a ajuda da hacker Rebelde (Anna Faris) e do colega Bate Aqui (James Corden), Gene inicia uma jornada pelos aplicativos para encontrar um código que o torne “indiferente” para sempre.

A razão da crítica pegar pesado com Emoji: O Filme é que ele é um retrato fiel da juventude moderna – praticamente alienada pelo celular desde a infância. Viver em um mundo em que as pessoas precisam mandar mensagens de texto para quem está ao seu lado é simplesmente assustador. Mas isso nem é culpa da produção, que até tem a intenção de passar uma mensagem para a garotada se expressar melhor. O fato é que esse detalhe desaparece no meio da trama. Mas há alguns bons momentos, principalmente quando o trio vai parar em um lugar barra pesada e encontra personagens pitorescos, como um Cavalo de Troia barman e a tagarela Spam, que aparece nas horas mais inconvenientes tentando te vender algo.

Cotação: **1/2

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