CRÍTICAS ESTREIAS

Extraordinário, emocionante e cativante

Nos cultuados anos 1980, Marcas do Destino (Mask – 1985) tornou-se marcante ao apresentar um jovem com um jeito de ser muito especial e uma deformidade craniofacial, conhecida como Lionitis. Dirigido por Peter Bogdanovich, ganhou o Oscar de maquiagem e ainda rendeu o prêmio de melhor atriz para a cantora Cher, no Festival de Cannes. Mais de 30 anos depois, Extraordinário traz um protagonista com outra deformidade, Síndrome Treacher Collins, e a emoção, prepare-se, tem tudo para ficar estampada nos rostos de muita gente.

extraordinario-2017-wonderO pequeno August nasceu com um grave problema de saúde e passou por cerca de 30 cirurgias para poder enxergar, ouvir e se alimentar normalmente. Sua aparência, no entanto, está longe de ser considerada normal e, por essa razão, sua mãe abriu mão da carreira para educá-lo em casa e assim garantir sua “proteção”. O tempo passou, Auggie já é um molecão e após ouvir os argumentos de sua “professora”, ele aceita a ideia de frequentar a escola e, claro, experimentar novas amizades. É quando começa uma intensa aventura e, sobretudo, provação.

extraordinario-2017-julia-roberts-wonderProtagonizado por Jacob Tremblay (O Quarto de Jack), Julia Roberts, Owen Wilson e a ótima atriz de TV Izabela Vidovic, Wonder (título original) tem entre os seus méritos, justamente, essa “divisão” de protagonismo com um ótimo elenco. Logicamente, o foco é o menino, mas ao procurar desviar a atenção do espectador para “histórias” de parentes e amigos, “paralelas” aos percalços do pré-adolescente, o roteiro ganha frescor e deixa de soar piegas. Assim, por mais que possamos imaginar como tudo vai acabar, não é difícil se envolver com a trama e até esquecer do que poderia ser chamado de previsível.

extraordinario-2017-julia-roberts-owen-wilson-wonder-2Terceiro longa na direção de Stephen Chbosky (do simpático As Vantagens de Ser Invisível), escrito em parceria com Steve Conrad e Jacl Thorne, a obra é bem-humorada, sensível, faz rir, chorar e, principalmente, sentir. Integra facilmente aquele rol de produções cativantes, que os mais exigentes podem considerar idealizado demais. Não é. Baseado no best-seller homônimo de R.J. Palacio, inspirado numa situação vivida por ela e os filhos na vida real, a história de Extraordinário, curiosamente, nos faz pensar na surrada, mas ainda sensata máxima de que não se deve “julgar um livro pela capa”. Um belo filme para essa época do ano.

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