CRÍTICAS ESTREIAS

A Forma da Água: Recordista de indicações ao Oscar 2018

A Forma da Água é um filme de gênero, o que não costuma fazer muito sucesso nas premiações. Mas o misto de ficção científica e fantasia, musical e romance conquistou nada menos que 13 indicações ao Oscar: melhor filme, direção (Guillermo del Toro), atriz (Sally Hawkins), ator coadjuvante (Richard Jenkins), atriz coadjuvante (Octavia Spencer), trilha sonora, roteiro original, fotografia, figurino, edição de som, mixagem de som, edição e design de produção. Faltou um para se igualar aos recordistas históricos A Malvada, Titanic e La La Land: Cantando Estações, que concorreram em 14 categorias.

É uma produção visualmente deslumbrante, como costumam ser os trabalhos do diretor mexicano Del Toro (O Labirinto do Fauno), com algumas cenas inesquecíveis, incluindo a sequência de abertura, e cenários elaborados. Mas também provavelmente é a obra em que ele demonstra mais coração.

Desavergonhadamente romântico, se passa nos anos 1960 e fala do amor de Elisa (Sally), faxineira muda, e do monstro (Doug Jones), capturado na Floresta Amazônica e trazido para a instalação do governo onde ela trabalha.

A Forma da Água é um filme sobre o outro e sobre os invisíveis: o monstro, claro, mas também Elisa, faxineira e muda, sua amiga Zelda (Octavia), faxineira e negra, e seu amigo Giles (Jenkins), desempregado e homossexual. O vilão é um homem branco de queixo quadrado, o agente Richard Strickland (Michael Shannon) – o que, convenhamos, faz todo o sentido no momento atual.

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