CRÍTICAS ESTREIAS

Fragmentado: Ponto para Shyamalan

M. Night Shyamalan já foi chamado de “o novo Spielberg”, na época em que lançou O Sexto Sentido. Exagero, claro, assim como a moda de detonar todos os seus filmes a partir de certo momento. A verdade é que nem Shyamalan é o cineasta que diz coisas tão profundas quanto certos fãs (e o próprio diretor) gostariam, nem é o idiota que não sabe fazer filmes. Porque, se há uma coisa que ele tem, é domínio da técnica, como fica claro novamente em Fragmentado, uma bobagem divertida – e bem filmada.

O filme começa com o rapto de três adolescentes, Marcia (Jessica Sula), Claire (Haley Lu Richardson) e Casey (Anya Taylor-Joy). O sequestrador, óbvio, é um homem perturbado, que as tranca no porão. Quer dizer, mais ou menos isso: na verdade, Dennis (James McAvoy, excelente) é apenas uma das 24 personalidades dentro do corpo de Kevin, que sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade, normalmente instalado depois de um grande trauma.

De vez em quando, uma dessas faces acaba no consultório da Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley), que é crente em poderes mágicos das pessoas que sofrem desse distúrbio – um tema recorrente para Shyamalan. As meninas raptadas tentam reagir da maneira que podem, mas Casey talvez entenda melhor o que está se passando – seu passado sombrio também vem à tona em flashbacks.

Não faltam viradas na trama, que é o que se espera do diretor. Uma delas vai fazer seus fãs enlouquecerem. Fragmentado é mais forma que substância, mas passa num instante com sua falta de vergonha de, às vezes, ser um pouco ridículo. Em tempo: a produção custou US$ 9 milhões e já ultrapassou os US$ 250 milhões na bilheteria mundial.

Cotação: ***1/2

 

 

 

Publicidade

1 Comentário

Deixe o seu Comentário