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O Futuro Perfeito: Em terra estrangeira

Vencedor do prêmio de Melhor Primeiro Filme em Locarno, O Futuro Perfeito, da diretora alemã Nele Wohlatz, tem 65 minutos de duração. Melhor seria ter se admitido como curta-metragem e reduzido uma narrativa que perde potência pelas limitações de seus personagens. Sinceramente, parece cinema amador.

A protagonista, Xiaobin, é uma  chinesa de 17 anos que desembarca na Argentina para morar com os pais e os irmãos menores, que estão no país há bastante tempo. Ela pouco conviveu com os parentes e os laços são frágeis. Sem falar uma palavra em espanhol, a garota se vira como pode e vai trabalhar em um supermercado. A família tem uma lavanderia e vive totalmente afastada da cultura local.

Mas Xiaobin quer se inserir e guarda dinheiro escondida dos pais para fazer aulas de castelhano. A cineasta tem um estilo documental e coloca a jovem em frente à câmera para narrar seus desafios em solo estrangeiro, quando, na verdade, o relato em espanhol é parte de um exercício entre os alunos da escola de línguas. É um recurso criativo.

Há espaço até para o romance, porque Xiaobin conhece o indiano Vijay, um cliente do mercado, e a relação coloca a personagem em novo choque cultural. O roteiro é bom, mas o amadorismo é geral e dificulta a empatia do público, que começa a olhar no relógio bem antes do fim dos 65 minutos.

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