CRÍTICAS ESTREIAS

A Garota na Teia de Aranha: Claire Foy compensa roteiro convencional

Sete anos se passaram desde que o cineasta David Fincher (Garota Exemplar) fez sua versão para Os Homens que Não Amavam as Mulheres, produção sueca inspirada no primeiro livro da série Millennium, do escritor Stieg Larsson. Estiloso, Fincher deu um toque moderno que caiu como uma luva para a saga da hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara) e do jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig).

Disposto a revitalizar a franquia, o estúdio resolveu pular o segundo e o terceiro livro (que já haviam ganhado adaptações em seu país natal) e foi direto para o quarto capítulo – A Garota na Teia de Aranha. Sem Rooney Mara ou Daniel Craig, mas com Fincher na produção, esse novo capítulo acerta ao escalar Claire Foy (da série The Crown) para interpretar Lisbeth Salander.

A personagem ganha maior destaque na trama, enquanto Blomkvist (aqui vivido por Sverrir Gudnason, de Borg vs McEnroe) passa a ser um coadjuvante. Na história, Lisbeth aceita uma missão para recuperar um software militar que pode controlar os armamentos nucleares americanos. No meio do caminho, reencontra uma figura de seu passado, a irmã Camilla (Sylvia Hoeks, de Blade Runner 2049).

A simplicidade do roteiro – com cara de anos 80 e a velha ameaça dos tempos da guerra fria –  parece destoar do espírito do filme. A sensação é que falta ousadia para o diretor uruguaio Fed Alvarez (O Homem nas Trevas), que preferiu seguir uma narrativa para lá de convencional (inclusive a trilha sonora muito pomposa para uma aventura moderna). Mas há bons momentos, principalmente quando Claire está no comando.

 

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