CRÍTICAS ESTREIAS

Human Flow: Olhar artístico sobre a questão migratória

Artista plástico, pintor, designer, cineasta, ativista social. O chinês Ai Weiwei é tudo isso e provavelmente muito mais. Autor do cartaz da recém-terminada Mostra SP e diretor deste que foi o filme de abertura, Weiwei esteve em São Paulo e não se contentou em apresentar seu documentário e dar entrevistas.

Seu espírito engajado o levou até a Avenida Paulista, onde se uniu aos manifestantes em um ato contra a censura no Masp. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza, Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir é uma jornada pela crise dos refugiados.

Ao longo de um ano e meio, o diretor percorreu 23 países, entres eles Quênia, França, Grécia, Iraque, Alemanha, Afeganistão, México, Turquia e Bangladesh. Com equipamento que inclui até drones, Weiwei examina o drama de milhares de pessoas obrigadas a abandonar seu país, por motivos que vão da guerra à miséria. O próprio Weiwei se coloca diante das câmeras, embora sua abordagem aos refugiados seja meio desajeitada e superficial.

O filme carece de um roteiro mais desenhado, um fio condutor ou até mesmo um personagem que emocione especialmente. Ainda assim, as imagens falam por si (sua porção artista plástico se destaca) e o desespero e a esperança que se alternam no rosto daquela multidão pega fundo o espectador.

 

 

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