CRÍTICAS ESTREIAS

Imperdíveis: A Festa e Promessa ao Amanhecer

A FESTA

A Festa entrou no clima #TimesUp ao divulgar que todos do elenco receberam o mesmo valor. Justo. Sally Potter (Orlando: A Mulher Imortal) filma praticamente em plano-sequência essa trama concisa, regada de humor e tensão. A ação se desenrola na casa londrina do casal formado por Kristin Scott Thomas e Timothy Spall. O marido está prostrado na poltrona enquanto ela troca mensagens amorosas com alguém e prepara a recepção que vai celebrar seu cargo no governo. Chegam Patricia Clarkson e Bruno Ganz, que estão em crise, e as namoradas Emily Mortimer e Cherry Jones, que terão trigêmeos. Cillian Murphy, marido da assistente da anfitriã, vem sozinho, ou melhor, carregando uma arma. Em pouco mais de uma hora, o espectador vai se deliciar com diálogos incisivos e inteligentes, boas surpresas e um elenco em fina sintonia. SUZANA UCHÔA ITIBERÊ

PROMESSA AO AMANHECER

Romain Gary (1914-1980) foi escritor premiado, piloto de guerra, diplomata, roteirista e diretor de cinema. Seu romance autobiográfico e mais aplaudido, já adaptado para o cinema em 1970, por Jules Dassin, ganha uma nova versão dirigida e corroteirizada por Eric Barbier (O Último Diamante). A produção bem-cuidada e exuberante reconstrói em flashbacks as décadas em que o amor onipresente e delirante de Nina (Charlotte Gainsbourg, de Ninfomaníaca), mãe do autor, conduz Romain (Pierre Niney, de Frantz) a inúmeras conquistas e constrangimentos. Apesar da encenação convencional, Barbier acerta na inesperada combinação entre romanesco e onírico para retratar um duelo de obsessões dificilmente destinado a um final feliz. FÁTIMA GIGLIOTTI

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