CRÍTICAS ESTREIAS

Invasão a Londres: Uma sequência não requisitada

Normalmente, quando uma sequência é produzida é porque houve sucesso suficiente no filme anterior para justificar a existência de uma nova história. Com Invasão a Londres (2016), não foi bem o que aconteceu. Invasão a Casa Branca (2013) não foi um fracasso total, mas também não arrebanhou fãs calorosos. Mesmo assim, os personagens estão de volta em uma nova aventura.

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Como anuncia o título, agora a ação se passa em Londres, com a reunião dos maiores líderes mundiais por causa do funeral do Primeiro Ministro britânico. Esse aglomerado de autoridade é um prato cheio para terroristas, que prepararam um atentado que mata alguns chefes de Estado.

Para que a narrativa ande, o Presidente dos Estados Unidos (Aaron Eckhart, de Frankenstein: Entre Anjos e Demônios) e seu segurança (Gerard Butler, de Deuses do Egito) sobrevivem. No entanto, o vilão quer a cabeça de Benjamin Asher e faz ameaças de novas mortes até que ele seja entregue para uma execução transmitida pela internet.

Ao lado dessa premissa cheia de ação, há um drama pessoal para Mike que é o ponto mais fraco do roteiro. Prestes a se tornar pai, ele cogita pedir demissão, mas essa trama paralela está lá só para dar alguma humanidade ao personagem, com cenas provavelmente escritas por um estagiário. Esse remendo narrativo deve ter sido o elemento que fez Antoine Fuqua, diretor do antecessor, abandonar o projeto.

Outro detalhe problemático é o patriotismo antiquado de algumas falas mais para o final, característica herdada de Invasão a Casa Branca. Se fosse nos anos 1980, ainda faria sentido, mas hoje em dia essa empolgação ufanista só prejudica o filme perante as plateias fora da América do Norte, que costumam responder por 70% da renda de um longa.

Se Fuqua caiu fora, o novato em Hollywood Babak Najafi entrou na direção e fez um bom trabalho, com tomadas alongadas nas partes mais explosivas do filme. Isso coloca o espectador no cerne das batalhas e injeta adrenalina. Esse é o trunfo de Invasão a Londres, que chega aos cinemas sem se beneficiar de um antecessor forte, mas se esforça nas cenas de ação para criar seu próprio caminho.

Cotação: ***

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