CRÍTICAS ESTREIAS

Invocação do Mal: Os verdadeiros (?) Caça-fantasmas

Desde que surgiu no mercado com Jogos Mortais (2004), o diretor James Wan tornou-se uma grife do cinema de suspense/terror. Outro nome forte no gênero é o casal Warren, cujas investigações paranormais renderam muitos filmes, como Horror em Amityville (2005) e A Casa das Almas Perdidas (1991). Da união dessas forças surgiu Invocação do Mal (2013), longa que fez sucesso e originou uma franquia, com o spin-off Annabelle (2014) e a sequência Invocação do Mal 2.

No filme mais recente, apreciamos novamente a assinatura visual de Wan, com passeios de câmera pelas locações e uma rica criatividade para conceber as cenas mais assustadoras. No roteiro, encaixa-se de maneira orgânica momentos românticos entre Ed (Patrick Wilson, de Fargo) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, de Motel Bates).

Há referências a casos passados do casal que inspiraram outros filmes, mas o foco está em uma família inglesa. Peggy Hodgson (Frances O’Connor, de The Missing) cuida sozinha de quatro filhos e mora em uma residência velha. Aos poucos, estranhos fenômenos levam a crer que o espírito de um antigo morador assombra o casal. Quem mais sofre com a manifestação é Janet (Madison Wolfe, de Joy: O Nome do Sucesso), a filha mais nova que começa a ter episódios do que parece ser sonambulismo.

É por causa dessa família que os Warren cruzam o oceano para observar os acontecimentos antes que a Igreja decida se deve intervir. O caso ganha peso porque Lorraine pressente um perigo mortal no futuro do seu marido.

Outra diferença na sequência é que há mais espaço para ceticismo, personificado na figura da paranormal Anita Gregory (Franka Potente, de Conspiração Xangai). É necessária a inserção do tema porque a história real que inspirou o roteiro é hoje aceita como uma fraude perpetrada pelas irmãs Hogdson. Quem também é alvo de ceticismo são os próprios Warren do mundo real. Há muitas incongruências e contradições nos relatos dos casos nos quais trabalharam, que mesmo assim se transformaram em livros e filmes lucrativos.

Ao deixar de lado as polêmicas que não estão na tela, Invocação do Mal 2 oferece mais uma vez bons momentos para os apreciadores do gênero. Há surpresas e pistas falsas que prendem o espectador, além da tensão e sustos que se procura nesse tipo de atração.

Cotação: ****

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1 Comentário

  • Na verdade, a Filmation Associates não processou a Columbia Pictures pelo uso do nome Ghostbusters (Os Caça-Fantasmas ou Os Exterminadores de Fantasmas): a própria Columbia já desmentiu esse boato, explicando que ela apenas acrescentou o The Real antes do Ghostbusters (ficando, assim, como The Real Ghostbusters ou Os Verdadeiros Caça-Fantasmas) para poder diferenciar e esnobar a produção concorrente!

    E, aliás, esse foi um dos dois únicos casos em que o nome homônimo entre duas obras deu o que falar sem haver sido plágio: o outro foi o do Capitão Marvel (Captain Marvel), nome este partilhado entre as empresas Marvel Comics e DC Comics, de tal forma que esse, sim, foi parar na justiça!

    A propósito: não sei se vocês já sabiam disso, mas, legalmente falando, um autor ou empresa apenas é dono de um nome se ele for pouco comum, nada comum, único, inédito ou nome e sobrenome!

    Por isso mesmo, não houveram brigas pelos usos dos nomes Scarecrow (Espantalho), Quicksilver (Mercúrio), Thor (foi mantido o nome original), Sandman (Homem-Areia) e Jack-O’-Lantern (Jack Cabeça de Abóbora ou Jack da Lanterna), justamente porque eles (os nomes) não são criações de autores e empresas, um amigo meu perguntou uma vez por que a DC Comics não processou a Marvel Comics pelo uso do nome Scarecrow (Espantalho), a explicação é essa aí de fato, fica então a informação para quem não sabia ainda!

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