CRÍTICAS ESTREIAS

Jack Reacher: Tom Cruise incorpora Steven Seagal em sequência fraca

 

Honestidade é o que não falta em Jack Reacher – Sem Retorno. O filme estrelado por Tom Cruise é exatamente aquilo que foi vendido nos trailers. Ou seja, mostra basicamente o astro personificando um Steven Seagal (sim, o mestre das artes marciais que reinou nos anos 90) descendo o sarrafo na bandidagem e soltando piadinhas e frases de efeito.

Cruise interpreta um ex-militar que ajuda uma colega, a major Susan Turner (Cobie Smulders, de Os Vingadores), acusada injustamente de espionagem e traição e que vira alvo de uma grande conspiração. Quem gosta de pancadaria gratuita pode até curtir, mas vai ter que aguentar uma avalanche de clichês.

O grande problema da sequência está na comparação com o primeiro filme. Existe um abismo gigante entre os dois, criado provavelmente pela diferença de estilo de roteiro e direção. Em O Primeiro Tiro, Christopher McQuarrie (que depois faria Missão Impossível: Nação Secreta) investiu em um thriller modesto em que Cruise é apenas um ator que interpreta o papel principal.

A trama pode até girar em torno dele, mas a história bem amarrada explorava o resto do elenco estelar, que incluía nomes como Robert Duvall, Richard Jenkins e o cineasta alemão Werner Herzog. Já no segundo, o diretor Edward Zwick (O Último Samurai) concentra o foco em Cruise e tenta criar uma trama grandiosa e cheia de reviravoltas – com direito a uma suposta paternidade de Reacher, que pode ter uma filha adolescente. Resultado: Cruise vira um herói de ação genérico no meio de personagens superficiais. Jack Reacher merecia mais!

Cotação: ** 1/2

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