CRÍTICAS ESTREIAS

Julho Agosto: Férias duplamente inesquecíveis

Os meses das férias de verão no hemisfério norte dão nome à essa boa surpresa do cinema independente francês. E a divisão, Julho Agosto, encontra paralelos em toda a narrativa. É um roteiro muito espirituoso esse escrito pelo também diretor Diastème, um nome desconhecido por aqui.

As irmãs Laura (Luna Lou), de 14 anos, e Josephine (Alma Jodorowsky), de 18, começam as férias ao lado da mãe, Anne  (Pascale Arbillot), na casa praia do namorado dela, Michel (o ótimo Patrick Chesnais). A caçula é uma chatinha que atazana todo mundo, enquanto a mais velha se engraça com um jovem charmoso que conhece na praia. O enredo dosa o cotidiano com pendengas familiares, que incluem segredos de escola, uma gravidez inesperada e até um crime.

Nem tudo se resolve, mas chega agosto e as irmãs vão passar a segunda etapa com o pai, Franck (Thierry Godard). Ele, por sua vez, está envolvido com uma mulher mais jovem, mas a relação está em um impasse. A troca de cenário revigora a narrativa e aos poucos as pontas soltas no mês anterior se inserem nessa outra realidade.

O diretor faz a travessia com muita delicadeza e bom humor, cuidando de cada personagem com esmero, inclusive dos coadjuvantes. O universo familiar é o cerne e o foco é adolescência, mas Julho Agosto abarca temas maiores, como a segunda chance e o inesperado.

Quer fugir dos blockbusters? É uma ótima opção.

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