CRÍTICAS ESTREIAS

Juliet e Nua: Amor de fã (ou não)

Quando Tucker Crowe (Ethan Hawke) sumiu após um show não realizado em um bar em Minneapolis, no auge da carreira no início dos anos 90, após o álbum “Juliet”, o cantor de rock alcançou o posto de gênio incompreendido e um mito para os fãs que passaram a criar mil teorias sobre o seu destino nestes 25 anos recluso.

Um deles é o inglês Duncan (Chris O’Dowd), professor de cinema e séries que se dedica mais ao fórum de fãs do astro desaparecido do que ao relacionamento de 15 anos com Annie (Rose Byrne), que trabalha no museu da pequena cidade litorânea da Inglaterra, desde que seu pai morreu.

Basta aparecer uma versão demo das músicas do aclamado disco, para Annie se revoltar e escrever sua opinião no site do “namorido”. Pois não é que Tucker Crowe entra em contato com a autora da crítica negativa?

Até por conta do sobrenome do rockstar, é fácil lembrar de filmes de Cameron Crowe, já que o trabalho de Jesse Peretz, que era da banda noventista The Lemonheads antes de dirigir comédias de menor expressão, guarda semelhanças com a forma como o diretor de Quase Famosos e Vida de Solteiro equilibra comédia, drama, romance e música.

Porém, isso está na origem da produção, que adapta o livro homônimo de Nick Hornby, autor inglês por trás de Um Grande Garoto (2002), Alta Fidelidade (2000), que consegue aliar citações e sentimentos para captar contradições e aflições atemporais.

No roteiro adaptado por Evgenia Peretz, Jim Taylor e Tamara Jenkins, há espaço para falar sobre a idolatria e o significado da arte para cada um, mas também de crises de meia idade, paternidade ausente e maternidade almejada.

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