CRÍTICAS ESTREIAS

Kong – A Ilha da Caveira: Diverte, mas desperdiça o elenco

Você provavelmente nunca ouviu falar do diretor Jordan Vogt-Roberts. Em seu segundo longa-metragem (o primeiro foi o simpático Os Reis do Verão), ele encarou uma responsabilidade de peso: ressuscitar o gorila gigante mais famoso do cinema 12 anos depois da versão não tão memorável de Peter Jackson. A boa notícia é que Kong – A Ilha da Caveira é um bom filme de ação. A má é que desperdiça o elenco estelar que tem nas mãos. Na verdade, todos parecem perdidos em meio a tantos efeitos especiais.

A trama começa bem, com um clima de guerra que homenageia os clássicos Apocalypse Now e Platoon. Tom Hiddleston interpreta um ex-militar do exército britânico que é contratado para servir de guia em uma expedição até a tal ilha do título. O grupo conta ainda com a presença da fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson, que ganhou o Oscar por O Quarto de Jack), o agente do governo Bill Randa (John Goodman, visto recentemente em Rua Cloverfield, 10) e um destacamento militar liderado pelo tenente coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson, que está em 9 de cada 10 filmes hollywoodianos).

Hiddleston e Brie não têm muito o que fazer na história, e acabam ficando em segundo plano. Quem segura o rojão acaba sendo Jackson, que fica obcecado para tentar destruir a criatura e acaba monopolizando a atenção do público. O roteiro tenta explorar o humor, mas os diálogos “engraçadinhos” parecem forçados. A coisa engrena só quando John C. Reilly (Guardiões da Galáxia) surge na história para descontrair o ambiente. Kong – A Ilha da Caveira diverte, mas a presença de tantos nomes consagrados não faz a menor diferença.

Cotação: ***

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