CRÍTICAS ESTREIAS

Logan: Despedida com chave de ouro

Filmes de super-heróis geralmente são feitos para fãs. E talvez essa seja a razão para que muita gente torça o nariz para esse subgênero. A maioria prefere seguir à risca a fórmula, e poucos têm a coragem de ir além. Por sorte, Logan escolheu a segunda opção.

É a antítese de todas as produções anteriores, não apenas da série estrelada pelo mutante das garras afiadas, mas também de todos X-Men. Sim, Logan é feito para fãs também, mas sua narrativa, entretanto, usa os elementos tirados das HQs sem obrigar o espectador a ter um conhecimento prévio sobre eles.

Dirigido por James Mangold (Wolverine: Imortal), o filme se passa em um futuro próximo, em um cenário em que os mutantes estão praticamente extintos (a explicação sobre isso vai surgindo gradativamente, mas sem muitos detalhes). Doente e cansado, Wolverine (Hugh Jackman) trabalha como motorista particular na fronteira do México. Seu poder de cura está enfraquecido, e ele ainda precisa esconder e cuidar de um senil e fragilizado professor Xavier (Patrick Stewart).

A paz termina com o surgimento da jovem Laura (a desconhecida Dafne Keen), vítima de experimentos secretos e herdeira dos poderes genéticos de Wolverine. Mistura de road movie, drama e até mesmo western, Logan fala de vida e morte, e mostra a química perfeita entre Jackman e Stewart.

O ritmo não é frenético, mas isso não significa que não tenha ação. É violento e sensível na medida certa. De quebra, traça um incômodo paralelo com o início da era Trump, com a guerra contra os imigrantes. Jackman se despede do personagem com chave de ouro.

Cotação: *****

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