CRÍTICAS ESTREIAS

Manifesto: Cate Blanchet em instalação cinematográfica

A missão de Manifesto é questionar o papel do artista na arte contemporânea. O diretor Julian Rosefeldt faz um mosaico de 12 manifestos artísticos: futurista, dadaísta, situacionista, pop art, até o Dogma 95 entra na lista. E quem recita, ou melhor, interpreta os postulados de cada movimento é a consagrada Cate Blanchett, que veste a pele de 13 personagens para conduzir o espectador por esquetes – ou encenações – um tanto esquisitos.

O projeto do artista e cineasta alemão nasceu como uma instalação no museu ACMI (Australian Centre of the Moving Image), de Melbourne, na Austrália, a cidade natal da atriz. Não há dúvida que a empreitada tem valor artístico e o poder camaleônico de Cate é um dos grandes atrativos, com mudanças radicais de maquiagem, cabelo, figurino e empostação de voz.

O resultado é inusitado, mas como cinema é duro de aturar. Por mais curiosos os personagens – mendigo, dona de casa, âncora de TV, professora, entre outros – o roteiro nada mais é do que uma série de declamações. Nesta semana em que Cate surge arrasadora como a vilã de Thor: Tagnarok, essa pequena estreia talvez encontre interessados nos circuitos de arte. E só.

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