CRÍTICAS ESTREIAS

Minha Mãe É Uma Peça 2: Paulo Gustavo é muito engraçado, e pronto

Mil salas. Isso mesmo. Paulo Gustavo vai testar sua popularidade com uma megaoperação de estreia de Minha Mãe É Uma Peça 2, nesta quinta, 22O primeiro filme fez 4,5 milhões de espectadores e a continuação aposta na mesma receita, com suaves variações. Não dá para negar: Paulo Gustavo é engraçado e Dona Hermínia, além de ser uma homenagem à mãe do comediante, é uma de suas mais divertidas criações. Bom lembrar que tudo começou na montagem teatral de 2006.

O curioso em Minha Mãe 2 é que o roteiro, de coautoria do próprio Paulo Gustavo, abre espaço para um drama que envolve uma tia doente de Dona Hermínia – interpretada com delicadeza por Suely Franco. É capaz até de os mais sensíveis não segurarem as lágrimas. A família está novamente no centro da trama, só que agora a mãe coruja divide o tempo entre os filhos e seu programa de TV. Até o netinho dá as caras e, obviamente, tira a vovó Hermínia do sério.

O sucesso como apresentadora trouxe prosperidade. O apartamento está maior e luxuoso, tanto que é lá que se hospeda a irmã de Hermínia que mora em Nova York e vem passar uns dias no Rio de Janeiro. Patrycia Travassos faz a personagem e as discussões rendem boas risadas, porque Hermínia morre de ciúme do afeto dos filhos pela tia.

Se no filme original Hermínia tinha de aceitar a homossexualidade de Juliano (Rodrigo Pandolfo), agora ela surta com a novidade: o filho se diz bi e começa a levar mulheres para casa. Já Marcelina (Mariana Xavier) anuncia que vai ser atriz e, para desespero da mãe, planeja trabalhar em São Paulo.

A dinâmica de gritarias, esculachos e piadas (muito) politicamente incorretas volta a funcionar, embora Minha Mãe 2 não passe de uma sequência de vinhetas. E daí? Os cinemas devem lotar e como Paulo Gustavo não é bobo, ele deixa mais que claro que a terceira parte vai ser ainda mais ambiciosa.

Cotação: ***

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