CRÍTICAS ESTREIAS

Mulheres Alteradas é só frenético

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Em um cinema quase que dominado pelos quadrinhos, eis que surge uma produção nacional baseada neles e focado no público feminino. Mulheres Alteradas bebeu nessa fonte e a autora é a cartunista argentina Maitena, que fez sucesso nos anos 1990 e tem cinco volumes homônimos publicados por aqui. Nessa primeira adaptação, as quatro personagens já passaram dos 30 anos e estão numa fase da vida em que “tudo” parece tirar elas do sério.

Leandra (Maria Casadevall) está cansada de ser solteirona e baladeira, mas sua irmã (Monica Iozzi), mãe de dois filhos, adoraria poder cair na gandaia. Enquanto isso, uma amiga delas (Deborah Secco) tenta salvar um casamento pra lá de morno, mas os planos podem ir por água abaixo porque sua chefe (Alessandra Negrini), uma workaholic com dificuldades de relacionamento, se apaixona loucamente.

mulheres-alteradas-alessandra-negrini-2018Estreia no cinema de Luis Pinheiro na direção e Caco Galhardo no roteiro (ambos da série Lili, a Ex (GNT), o longa tem interpretações com um tom (propositalmente) exagerado e isso pode incomodar. A personagem de Negrini, mais acentuada, chega a assumir um certo protagonismo com direito a cenas surreais e curiosas. O frescor da produção, aliás, não vem do texto que fez sucesso com as leitoras, mas do visual. Com um colorido meio “almodovariano”, além de enquadramentos e sequências interessantes, Mulheres Alteradas tem ritmo, humor, mas não é comédia para rir. É só frenético.

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