CRÍTICAS ESTREIAS

Museu: Gael García Bernal diverte como ladrão sem noção

Gael García Bernal é um pequeno grande ator, literalmente. Tem apenas 1,70m de altura e enorme talento. O astro mexicano conquistou Hollywood faz tempo, mas não abre mão de filmar na terrinha e alavancar a produção local. Está em cartaz também com a comédia romântica Estás Me Matando Susana.

Museu venceu o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim e é baseado numa história real, ocorrida nas vésperas do Natal de 1985.  Os estudantes de veterinária Juan Núñez (Gael García Bernal) e Benjamín Wilson (Leonardo Ortizgris) invadiram o Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México e roubaram mais de 100 peças, muitas delas raridades da cultura maia.

O que leva dois rapazes de classe média a realizar tal façanha? Para o diretor Alonzo Ruizpalacios e o roteirista Manuel Alcalá, uma mescla de impulsividade, irresponsabilidade, dinheiro (claro) e absoluta falta de noção da dimensão do problema.

O ritmo é de comédia de erros e são realmente risíveis as estratégias absurdas e o amadorismo da dupla de ladrões. Se o roubo deu certo foi por pura sorte e pela falta de sistemas de segurança naqueles muitos menos tecnológicos anos 80. O que eles fizeram com a mercadoria, no entanto, rende uma segunda etapa ainda mais inusitada.

Apesar de real, a história não tem nada de muito original, mas García Bernal torna tudo especial.

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