CRÍTICAS ESTREIAS

A Noite do Jogo: Quem quer brincar?

É bem provável que o roteirista Mark Perez tenha assistido a um filmaço do início da carreira de David Fincher, o thriller Vidas em Jogo (1997). Michael Douglas é o ricaço entediado que ganha de presente do irmão (Sean Penn) o cartão de uma empresa que cria um jogo de vida real para cada cliente, só que coisas bizarras começam a acontecer e ele não sabe mais se são brincadeira ou pra valer.

Digamos que A Noite do Jogo é a versão comédia dessa ideia. E o curioso é que a trama também envolve irmãos, no caso, os personagens de Jason Bateman e Kyler Chandler. O casal formado por Bateman e Rachel McAdams é fanático por jogos, de mímica a Jenga, e costuma chamar amigos para noitadas do gênero. Jesse Plemmons é o estranho vizinho, um policial excluído do grupo após ser abandonado pela mulher.

A brincadeira toma novos rumos justamente quando o irmão bem-sucedido de Bateman (de quem o protagonista morre de inveja) propõe uma noite de jogo na sua mansão, só que desta vez contrata uma empresa para fazer o jogo da vida real.

O esquema é o mesmo do filme de Fincher, com eventos estranhos acontecendo sem aviso. Começa quando a casa é atacada por criminosos e a turma encara tudo na brincadeira. Será?

A dupla de diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein é a mesma da continuação de Férias Frustradas. De fazer rir eles entendem e Jason Bateman é o palhaço dos sonhos, com seu jeitão cínico, que diverte sem precisar ser careteiro.

 

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