CRÍTICAS ESTREIAS

O Candidato Honesto 2: As mesmas piadas…

Em 2014, quando estreou O Candidato Honesto, Leandro Hassum era bem rechonchudo e Dilma Rousseff era presidente do Brasil. A sátira política dirigida por Roberto Santucci, com roteiro de Paulo Cursino (mesma dupla de Até Que a Sorte Nos Separe), bebia na fonte de O Mentiroso, com Jim Carrey.

O protagonista João Ernesto era um político corrupto que, por uma praga da avó, se via incapaz de mentir. Entre as verdades que ele soltava involuntariamente havia revelações de mil e uma falcatruas em Brasília. No fim, foi parar na prisão. A crítica não curtiu, mas o público foi ver em massa e o filme bateu os 2 milhões de espectadores.

Quatro anos depois chega O Candidato Honesto 2, com dobradinha de Santucci e Cursino, Hassum magro em versão fitness, e o nome de Dilma com a tarja de impeachment sobre seu mandato. Nem o novo visual do ator nem a situação da ex-presidente são novidades. O que sobra nessa continuação são piadas datadas, muitas delas amparadas no humor escatológico. Dureza…

A trama bem que podia aproveitar o burburinho da eleição que se aproxima, com candidatos caricatos por si só, mas não. O tema aqui é impeachment. João Ernesto sai da cadeia disposto a se regenerar e mudar de vida, mas é logo assediado por colegas que o querem de volta à Brasilia, como líder da nação.

O presidente Michel Temer vira o foco da chacota maior, ao inspirar o sinistro vice, um tipo vampiresco casado com uma jovem “Barbie”. Há ainda uma sequência absolutamente deslocada, em que o protagonista tira sarro do cinema nacional autoral. Ideia infeliz e de mau gosto.

É fraco, apesar dos esforços de Hassum para fazer rir. Agora vamos ver como fica a bilheteria.

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