CRÍTICAS ESTREIAS

O Destino de Uma Nação: A coragem inabalável de Churchill

O primeiro-ministro Winston Churchill foi fundamental para a história do Reino Unido em momentos críticos, como a Segunda Guerra Mundial. Não faltam por isso filmes e séries em que ele aparece – recentemente, foi interpretado por John Lithgow na série The Crown e Brian Cox em Churchill. O Destino de uma Nação prova que sempre cabe mais um Churchill, principalmente se ele é interpretado por Gary Oldman, vencedor do Globo de Ouro. Oldman consegue ao mesmo tempo sumir e brilhar por trás da pesada maquiagem que faz com que lembre Churchill.

Ele interpreta o político num evento crucial, quando, logo depois de escolhido como primeiro-ministro, vê as tropas britânicas serem cercadas pelos alemães em sua totalidade perto da praia de Dunquerque, na França. Uma derrota ou rendição ali significaria a vitória dos nazistas. É curioso que O Destino de uma Nação saia poucos meses depois de Dunkirk. Enquanto o filme de Christopher Nolan relata o drama dos soldados na praia, com poucas palavras e muita ação, Joe Wright mostra as maquinações do poder para resolver a questão – o Visconte Halifax (Stephen Dillane), por exemplo, era favorável a uma negociação com Hitler.

Wright, que apostou no barroco nos seus últimos filmes, volta mais contido, deixando espaço para os discursos brilhantes de Churchill e, mais importante, também suas dúvidas e inquietações. Churchill, afinal, podia ser grande, mas era apenas um homem.

 

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