CRÍTICAS ESTREIAS

O Grinch: Ele odeia o Natal

Não é difícil odiar a temporada de festas. Excessos alimentares, frenesi, lojas abarrotadas, gastos inesperados e indesejados que farão estrago no orçamento até o Dia das Mães, e o pior: felicitações artificiais vindas de desafetos. Atire um dos carneirinhos do presépio quem nunca pensou em mudar para o Pólo Norte nessa época.

Criado por Dr. Seuss, pseudônimo do escritor Theodor Seuss Geisel, o Grinch personifica esse sentimentos. Tudo o que ele quer é que o Natal passe logo e a vida volte ao normal. Mas, nessa terceira adaptação do livro de Seuss, o desejo do Grinch (voz de Lázaro Ramos) de ficar em casa hibernando em sua quase solidão – ele tem um cãozinho – é atrapalhado pelo fim do estoque de comida.

Obrigado a ir à vila de Quemlândia para abastecer, o Grinch descobre que a prefeita decidiu fazer este ano um Natal três vezes maior. O que significa mais de tudo. Sua decisão, portanto, é roubar o Natal dos moradores.

Claro que o resultado é o esperado para uma animação natalina. O Grinch tem de descobrir o verdadeiro significado das festas na diferença entre coisas e sentimentos. Seu guia é uma garotinha, Cindy Lou, que sonha encontrar o Papai Noel.

Aplausos para a trilha sonora dos momentos de solidão do Grinch, encabeçada por “All By Myself”, sucesso dos anos 1970 que vai arrancar memórias dos adultos presentes.

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