CRÍTICAS ESTREIAS

O Homem Perfeito: Luana Piovani abandonada?

Depois de reunir Tatá Werneck e Cauã Reymond na comédia policial Uma Quase Dupla, o diretor Marcus Baldini (do drama Bruna Surfistinha) volta a apostar no humor. A comédia romântica O Homem Perfeito causa estranhamento por ter uma protagonista moderna e feminista, que toma atitudes machistas para se vingar – justamente – de outra mulher.

Luana Piovani interpreta uma escritora bem-sucedida, casada com um quadrinista (Marco Luque) popular, mas um típico adulto/adolescente. É a velha história do ela pressiona, ele pula fora. O que significa se engraçar com uma bailarina (Juliana Paiva) muito mais jovem.

A fera ferida planeja resgatar o amado e para isso cria uma página no Facebook, com o perfil falso de um homem que se encaixa perfeitamente nas preferências de sua concorrente.

Quem a acompanha na empreitada é um roqueiro mulherengo (Sergio Guizé), que entra no jogo com a condição de que a protagonista seja a ghost writer de sua autobiografia.

O circo está armado e as situações que a farsa provoca são divertidas. Mas as maldades que a personagem de Luana faz com a doce dançarina vão contra o momento #MeToo. É bullying mesmo, vingança bem maquinada.

O diretor Baldini é melhor no humor lapidado, mais sutil que o escracho de Uma Quase Dupla. Luana Piovani esbanja carisma e acerta o timing. Marco Luque passa fácil como bobão, Juliana está ok . Já Sergio Guizé faz bom uso de sua – irritante – fala mole e quase rouba a cena como o rebelde rockstar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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