CRÍTICAS ESTREIAS

O Poder e o Impossível: Drama edificante

Os americanos adoram histórias edificantes sobre pessoas que ultrapassaram obstáculos, seja alguém de origem humilde que chegou ao sucesso profissional, seja o sobrevivente a uma doença grave. Valem até histórias de pessoas vencidas pela doença, mas que deixaram um legado.

Ser baseado em caso real é outra marca comum do gênero e os eventos de O Poder e o Impossível foram narrados pelo protagonista, Eric LeMarque, no best-seller que inspirou essa adaptação dirigida por Scott Waugh (Need for Speed: O Filme). Josh Hartnett (Amor em Tempos de Guerra) faz Eric, um jogador de hóquei sobre o gelo com mais ego do que juízo.

Quando a história começa, a carreira dele (que o filme não diz, mas inclui uma participação nas Olimpíadas) está acabada. Sem a adrenalina das partidas, Eric extrai a mesma satisfação do vício em metanfetaminas, o que lhe rende também problemas com a lei. Até a própria mãe (Mia Sorvino) perde a paciência.

O público precisa vê-lo no fundo do poço para então acompanhar sua redenção, que começa com um dia nas montanhas praticando snowboard. Não demora para ele estar isolado por uma tempestade e em perigo pela baixa temperatura. Começa aí a luta pela sobrevivência que levará à salvação.

Apesar do esforço de Hartnett, o filme não consegue criar o suspense ou a ansiedade necessárias para segurar uma plateia que já está certa do final, feito que 127 Horas realiza com maestria tratando de uma situação similar. Não há dúvidas de que sobreviver contrariando todas as expectativas é um exemplo edificante, mas como contar a história faz toda a diferença.

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