CRÍTICAS ESTREIAS

Os Invisíveis: Os alemães que ajudaram judeus

Ano passado estrearam por aqui duas histórias reais de arrepiar sobre judeus sobreviventes da Segunda Guerra, A Viagem de Fanny e Os Meninos que Enganavam os Nazistas (já disponíveis em streaming). Os dois filmes traziam ao fim imagens dos personagens verdadeiros, já octogenários.

Essa visão enternecedora é ainda mais forte em Os Invisíveis, porque o cineasta Claus Räfle recria os acontecimentos a partir do relato dos protagonistas na velhice, que surgem como narradores entre um evento e outro.

Tudo se passa na Berlim de 1943, onde cerca de 7 mil judeus estavam escondidos. Não mais de 1700 sobreviveram e o filme narra os percalços de quatro deles.

O que mais impressiona desta vez não é nem o desafio desses jovens judeus em escapar ao cerco, muitas vezes vivendo em condições péssimas, mas a coragem e a generosidade de alemães que arriscaram a própria vida  para dar abrigo aos perseguidos.

E repare que nem todos eram contra o regime, como o oficial nazista que emprega duas moças como copeiras em sua casa, ciente de que deveriam ter sido enviadas aos campos de extermínio.

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