CRÍTICAS ESTREIAS

Os Smurfs e a Vila Perdida: Toque feminista

A nova aventura dos Smurfs não tem nenhuma ligação com os dois últimos longas dos duendes azuis, de 2011 e 2013, em que atores de carne e osso (Neil Patrick Harris e Hank Azaria) dividiam a cena com os personagens animados. Dessa vez, é 100% animação e voltado para os pequenos. Mas os adultos que acompanharem a criançada aos cinemas vão se deparar com uma história fofinha, como sempre, porém com um engajamento feminista que chega de surpresa.

Para quem não conhece a origem dos duendes azuis criados pelo belga Pierre Culliford, o Peyo, vale saber que a personagem Smurfette, a única mulher no clã dos Smurfs, foi forjada pelo vilão Gargamel para se infiltrar entre eles. Só que ela recebe uma carga de amor do Papai Smurf e muda de lado. Na trama, Smurfette está em crise existencial, por não ser uma legítima Smurf.

A aventura envolve um mapa misterioso, que leva Smurfette e seus melhores amigos Gênio, Desastrado e Robusto a se arriscar pela Floresta Proibida atrás de uma lendária vila perdida. Obviamente, Gargamel tem o mesmo objetivo. O diretor é Kelly Asbury (Gnomeu e Julieta), mas é o roteiro escrito por Stacy Harman e Pamela Ribon que surpreende. Esta última é uma das autoras de Moana – Um Mar de Aventuras, que subverte o clichê da princesa com uma heroína empoderada. A reviravoltas aqui vão pelo mesmo caminho, com o universo feminino em destaque e mensagens edificantes abertamente feministas. Muito atual e bem-vindo. Entre os dubladores, Ivete Sangalo faz a voz da Smurf-Magnólia, interpretada por Julia Roberts na versão americana.

Cotação: ***

 

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