CRÍTICAS ESTREIAS

Pai em Dose Dupla 2: Quatro vezes mais engraçado?

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Durante anos, os filmes de Natal foram tradição em Hollywood. Ao que tudo indica, essa coisa do filme-família, da comédia, foi perdendo espaço para ricas produções baseadas em “heróis” dos livros, e a força, com a entrada da saga Star Wars neste período do calendário. Contudo, dois pais não muito heroicos fizeram sucesso ao explorar o riso no final de 2015, nos Estados Unidos, e nas férias de janeiro de 2016 por aqui. Agora, eles estão de volta, um mês antes da noite do bom velhinho e muito bem acompanhados de dois veteranos na sequência Pai em Dose Dupla 2.

pai-em-dose-dupla-2-2017Na história anterior, Brad (Will Ferrell) e Dusty (Mark Wahlberg) divertiram a plateia como pai e padrasto diferentes em todos os sentidos, mas tendo que aprender a lidar com isso em prol da família. Agora, o inacreditável clima de amizade e “co-paternidade” encontrado por eles será colocado a prova com a chegada dos respectivos pais, vividos por Mel Gibson e John Lithgow. Como era de se esperar, o pai de Dusty é um tremendo casca grossa, típico machão, mulherengo, ignorado pelos netos, e o de Brad é um doce de pessoa, um vovô sensível, facilmente adorado pelas pessoas e, claro, pela molecada.

pai-em-dose-dupla-2-2017Escrito pela mesmo trio do primeiro, Brian Burns, John Morris e Sean Anders, que também volta na direção, o roteiro de Daddy’s Home 2 (título original) procura driblar a possibilidade do espectador não ter visto o  original e usa o fácil recurso de retomar os bons e velhos conflitos existentes entre os protagonistas. Dessa forma, se é possível que para uns não passe de mero prato requentado, para outros poderá se revelar uma boa sequência de comédia a ser degustada. Afinal, o principal tempero para apimentar as diferenças superadas, claro, será a entrada na história da origem deles na figura dos avôs, durante uma memorável viagem de fim de ano. Aqui, lembrar dos saudosos Chevy Chase e os vários Férias Frustradas faz todo sentido.

pai-em-dose-dupla-2-2017Experiente como roteirista de comédias com um humor ácido, ora sexualizado ora pastelão, como A Ressaca, Família do Bagulho e Quero Matar Meu Chefe 2, Anders faz um bom trabalho como diretor. Além de saber tirar proveito de trabalhar novamente com dois astros de diferentes segmentos (comédia e ação) que deram certo juntos, visivelmente mais afiados nas respectivas “escadas” para as piadas, ele soube aproveitar a entrada de Lithgow e Gibson para potencializar o antagonismo vencido pela harmonia. E deu certo, deixando margem, inclusive, para a turma do politicamente correto e conservadores encontrarem motivos para reclamar. Ainda no elenco, a ótima Linda Cardellini é pouco explorada e a brasileira Alessandra Ambrosio desfila em cena, mostrando que como atriz ainda é uma ótima modelo.

pai-em-dose-dupla-2-2017O gênero comédia é sempre bem vindo no cinema e durante esse período parece mesmo fazer todo sentido, pois os sentimentos afloram e não raro a tristeza também marca presença, principalmente, pela lembrança da perda de entes queridos. Assim, resgatar o riso dentro da sala escura, abordando de maneira bem humorada temas familiares atuais ou do passado, como o excesso de tecnologia ou o mimo, e também inesquecíveis, como o primeiro beijo, é sem sombra de dúvida um presentão para quem procura algo além das já cansativas adaptações que dominaram as telas. E respondendo a pergunta do título, sim, Pai em Dose Dupla 2 é quatro vezes mais engraçado. Boa sessão e boas risadas.

 

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