CRÍTICAS ESTREIAS

Paris Pode Esperar: Comer, beber, viajar e, quem sabe, amar

A estreia de Eleanor Coppola na direção, aos 80 anos de idade, leva para a telona muito da sua experiência de vida, sensibilidade de artista plástica e do que aprendeu de cinema nos bastidores das produções de seu marido. E falta contar o trabalho de documentarista em Francis Ford Coppola – O Apocalipse de um Cineasta. Inspirado em fatos vividos por Eleanor,  Paris Pode Esperar tem roteiro e produção também são assinados pela diretora.

Anne (Diane Lane) e Michael (Alec Baldwin) estão em Cannes prontos para sair de férias, mas ele adia a viagem, mais uma vez, por causa de seu trabalho como requisitado produtor de cinema. Anne se vê então de carona no velho carro de Jacques (Arnaud Viard, de Grandes Amigos), sócio de Michael, rumo a Paris. A viagem que seria de sete horas dura dias.

Jacques, o típico francês bon vivant, faz paradas em estonteantes locais e paisagens – como Santa Vitória, a montanha do pintor Cézanne; o Museu de Lumière, o inventor do cinema, em Lyon; a milenar Basílica de Veselay –, além de verdadeiros paraísos gastronômicos.

No percurso, fica cada vez mais difícil para a reservada Anne resistir ao charme e ao ‘saber viver’ de Jacques, enquanto ela fotografa belíssimos detalhes da involuntária jornada interior, regada a sinceras confissões, de ambos. É justamente dos detalhes, das alegrias das pequenas coisas, das belezas e do inevitável passar do tempo que a serena câmera de Eleanor parece dizer que resulta a felicidade, e talvez – por que não? – um autêntico romance.

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