CRÍTICAS ESTREIAS

Perfeita é a Mãe!: A revolta das mães “normais”

Basta ser mãe para se identificar com as personagens desta comédia assumidamente voltada para o público feminino. Os desafios da maternidade ganham um retrato divertido que explora tanto os clichês do gênero quanto os estereótipos maternais. Mila Kunis, mãe recente do rebento que teve com o ator Ashton Kutcher, é a protagonista, Amy. Como a própria descreve em uma narração em off, sua rotina é caótica.

Fazer o café da manhã do casal de filhos, levar as crianças para a escola, ir para o trabalho, aguentar um chefe incompetente, pegar na escola, levar as crianças para as atividades extracurriculares, fazer exercício, ir ao supermercado, preparar o jantar, compartilhar os momentos do dia em família, colocar os filhos para dormir….. Já cansou? Tem mais: participar das reuniões na escola, sentir culpa por não estar sendo uma mãe ideal, sorrir e fingir que está tudo bem. Detalhe: o marido é um folgado que não ajuda em nada.

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Essa maratona chega ao limite quando Amy surta e dá um basta à fachada da mãe perfeita. À ela unem-se a certinha Kiki (Kristen Bell, da série Veronica Mars), que tem uma penca de filhos e um marido opressor, e a desencanada Carla (Kathryn Hahn, Família do Bagulho), que não segue nenhum dos preceitos básicos da “boa mãe”. Pois essa trinca decide cair na gandaia, e ainda peitar a insuportável líder das mães da escola, interpretada pela sempre ótima Christina Applegate (Férias Frustradas).

Há cenas bem engraçadas e os diálogos são apimentados. O que não surpreende, por se tratar da mesma dupla de roteiristas de Se Beber, Não Case!, Jon Lucas e Scott Moore. A diferença é que aqui eles também assinam a direção. Chega a ser surpreendente a sintonia que mostram com questões exclusivamente femininas, inclusive as sexuais. Bem informados os moços… Dica: fique para assistir aos créditos finais, que trazem as protagonistas falando de maternidade com suas mães na vida real.

Cotação: ***

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